Emoções & Sentimentos


Largo da Banana

18/07/2018 23:38

Dionísio BarbosaInício do século 20, Largo da Banana, Barra Funda, berço do samba de São Paulo. Nessa época um grupo de homens, que não tinham trabalho formal, formado em sua grande maioria por negros,  faziam bicos carregando e descarregando caixas de cereais e frutas inclusive bananas (por isso o nome Largo da Banana), que chegavam a Estação Barra Funda trazidos pelos trens da extinta Estrada de Ferro Sorocabana.  

Enquanto aguardavam clientes eles batiam papo, além de jogar cartas, dadinho ou tiririca  (jogo semelhante à capoeira, que consistia numa brincadeira de rasteiras  onde dois jogadores sambando no meio de uma roda de batuque tentavam derrubar um ao outro com golpes de perna, a famosa pernada).

Quem passa pela região não imagina que ali  onde hoje abriga o Viaduto do Pacaembu, inaugurado em 1959,  que foi inclusive cantado na música de Geraldo Filme, rodas de samba reuniram importantes compositores dentre os quais podemos destacar,  Tio Mário, da Vila Carolina, e Pato N’Água.

“Vou sambar noutro lugar”. A letra diz: “Surgiu um viaduto, é progresso/ eu não posso protestar/ Adeus, berço do samba/ eu vou-me embora/ vou sambar noutro lugar”.

Ali também foi a origem do cordão Camisa Verde e Branco, que virou escola de samba, com uma história de glórias, lindos sambas e nomes importantes como o da família de Inocêncio Mulata, Dona Sinhá, Tobias, e compositores como Talismã e Ideval, o mestre-sala Delegado, entre muitos outros. Como outras agremiações, hoje passa por dificuldades, mas promete voltar a brilhar na história do samba paulista. Torcemos por isto.

 

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