Emoções & Sentimentos


Heraldo do Monte

27/11/2015 23:00

O nome Heraldo do Monte por seu papel histórico na música instrumental brasileira deveria dispensar qualquer introdução. Nascido no Recife, Heraldo começou na música tocando clarineta no colégio por ser o único instrumento disponível. Usando os métodos para clarineta aprendeu sozinho a tocar o violão, intuindo os acordes.

Aprendeu também a tocar cavaquinho e viola caipira e comprou uma guitarra para começar a ganhar a vida tocando nas casas noturnas de Recife. No ano de 1966 entrou para  Quarteto Novo, que até antes da sua chegada era um trio, neste quarteto estavam reunidos  músicos do naipe de Théo de Barros no contrabaixo, Hermeto Pascoal no piano e flauta, Airto Moreira na bateria e percussão além do  próprio Heraldo na guitarra, violão etc.O quarteto foi responsável pelos arranjos e a apresentação das músicas Ponteio (de Edu Lobo) e Disparada (parceria de Geraldo Vandré e Théo de Barros) nos antigos festivais da Record.

Heraldo do Monte gravou três discos nos três anos seguintes, 70 a 72, sendo o primeiro chamado simplesmente Heraldo e Seu Conjunto e o álbum em dois volumes, Dançando com Sucesso Vols. 1 e 2. Na mesma década gravou o álbum O Violão de Heraldo do Monte. Só voltaria a gravar quase dez anos mais tarde ao lado do violonista Elomar, Paulo Moura (sax e clarineta) e Arthur Moreira Lima o disco ConSertão. Nos anos oitenta gravou ainda os discos: Heraldo do Monte, Cordas Mágicas, Cordas Vivas e mais uma década depois gravou  o CD Viola Nordestina.

Heraldo do Monte que já foi considerado por Joe Pass o melhor guitarrista do mundo, gravou também com Elis Regina, Quinteto Violado, Michel Legrand, Zimbo Trio, Hermeto Pascoal e outros, além de se apresentar nos melhores festivais de música mundo afora, como os festivais de Montreux, Montreal e Cuba.

Veja a íntegra do texto que é de Fernando Jardim 

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