Emoções & Sentimentos


Bailes de Nostalgia em SP

05/02/2020 07:07
Anos 60 e inícios dos anos 70:

Os bailes ainda eram realizados nas casas de família. O frequentador dessas festas nem sempre era conhecido dos donos da casa, o convite era feito à todos indistintamente e o portão estava sempre aberto. 

Época do romantismo, do namoro sem agarros e do do respeito aos mais velhos, inclusive aos donos da casa.

Anos 80 e 90:

O crescimento populacional, e consequentemente o aumento no número de frequentadores, exigiu investimentos na melhoria dos equipamentos, incentivando o surgimento de equipes de baile o que possibilitou a produção e a realização de grandes bailes, inclusive com atrações ao vivo, o que proporcionou o surgimento de diversos grupos musicais e causou uma reviravolta no mercado fonográfico brasileiro. Aos finais de semana uma só equipe era capaz de realizar varios bailes  em diversos pontos da nossaglamurosa cidade de São Paulo. Foi o apogeu do movimento, época do charme, da dança do passinho, das grandes bandas de Funk/Soul, do Hip-Hop e do Rap. As roupas mudaram, os equipamentos evoluiram muito, mas a festa continou deslumbrante. 

Nos dias atuais:

Novos DJ's se engajaram e se juntaram aos discotecários remanescentes do movimento, prara os quais tiro o meu chapeu e, galhardamente, continuam realizando bailes de nostalgia, divulgando a música negra em todas as suas variantes e mantendo viva a nossa tradição e a nossa cultura. 

Mas não pensem que os frequentadores desses bailes são apenas os sessentões. A juventude que cresceu vendo os pais curtindo o som de Gerson King Combo, Lady Zu, Tim Maia, Sandra de Sá, Jorge Ben, Carlos Dafé, Bar kays, The Isley Brothers, Gap Band, The Commodores, James Brown, Al Green e Betty Wright e etc hoje representam uma parcela considerálvel tanto dos organizadores quanto dos admiradores e frequentadores desses eventos.

—————

Voltar